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	<title>kenpo.com.br &#187; Artigos</title>
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	<description>American Kenpo International</description>
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		<title>Defesa Pessoal</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 16:09:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sensei Helio Greca</dc:creator>
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		<category><![CDATA[American Kenpo]]></category>
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		<description><![CDATA[Situações de risco fazem e sempre fizeram parte do cotidiano. Com a banalização da violência e o aumento de situações como assaltos e seqüestros-relâmpagos, a demanda por cursos e atividades...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Situações de risco fazem e sempre fizeram parte do cotidiano.</p>
<p><a href="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/medo.jpg" rel="lightbox[86]"><img class="alignright size-full wp-image-97" title="medo" src="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/medo.jpg" alt="" width="200" height="215" /></a>Com a banalização da violência e o aumento de situações como assaltos e seqüestros-relâmpagos, a demanda por cursos e atividades especializadas em defesa pessoal é uma resposta natural da sociedade.</p>
<p>A pessoa que busca um curso de defesa pessoal deve atentar a alguns detalhes para não correr riscos adicionais, como a falsa sensação de segurança ou a pouca preparação que alguns cursos podem oferecer em situações reais de perigo.</p>
<p>O praticante deve observar:</p>
<p>• a qualidade das atividades. Cursos com poucas horas de duração oferecem uma visão muito superficial da realidade.</p>
<p>• que determinadas artes marciais treinam somente ataques e defesas coreografados, exaustivamente, de forma repetitiva e mecânica.</p>
<p>• os exercícios aeróbicos que simplesmente combinam movimentos de artes marciais com dança têm como único beneficio a queima de calorias, não oferecendo nenhum preparo real para situações de confrontamento.</p>
<p>Estas três situações, se não observadas, podem-se incutir no praticante uma falsa sensação de confiança, pois ao conseguir executar movimentos coreografados treinados durante meses, induzem ao praticante supor que está preparado para se defender, podendo reagir de forma ineficaz ou até, imobilizar-se como um animal no meio da estrada, sob a luz dos faróis dum carro, correndo assim um grande perigo.</p>
<p>Estas formas de treinamento, podem ainda levar o praticante a um comportamento mecânico que não corresponde à realidade do que ele vai encontrar na rua, colocando-o em uma situação de perigo maior do que o esperado.</p>
<p>O Kenpo adota, desde o início do treinamento, uma forma realista de prática que coloca o aluno o mais próximo possível de situações reais de combate, sempre considerando a importância do treino correto, pois é através dele que se obterá o preparo para agir com repostas adequadas em situações de stress e medo inerentes, além de se acumular conhecimentos e reflexos cuja aplicação será extremamente útil.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/j0408964.jpg" rel="lightbox[86]"><img class="aligncenter size-full wp-image-92" title="j0408964" src="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/j0408964.jpg" alt="" width="576" height="384" /></a></p>
<p>Quando o praticante de Kenpo se vir nas situações reais para qual foi preparado, reagirá de maneira mais estruturada e organizada e na realidade, ele irá proceder da forma como treinou.</p>
<p>Tudo o que é feito repetidamente durante os treinamentos do Kenpo, condiciona o praticante a executar os golpes naturalmente, treinando a mente e o corpo para reagir de modo adequado e aprendendo os princípios que podem ser aplicados a qualquer situação.</p>
<p>Ao dar ao seu cérebro uma ordem que ele não esteja habituado ou adaptado (como bater fortemente na face ou nos genitais de alguém) ele hesitará. A hesitação causa medo e o medo faz com que o corpo fique paralisado, o que em uma situação iminente com um atacante violento, torna-se um desastre.</p>
<p>Desde o início da prática do Kenpo, estudam-se os principais alvos que serão atingidos no corpo humano sendo que as áreas mais sensíveis e mais fáceis de atingir no corpo humano são: olhos, nariz, garganta e genitais.  Para conhecê-los e utilizá-los em caso de necessidade, lembrando que os melhores alvos, são os atingidos de modo mais fácil, rápido e contundente para o adversário.</p>
<p>A partir do momento que perceba o risco, o praticante de Kenpo, através de treinamento é capaz de:</p>
<p><a href="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Screenshot_2.jpg" rel="lightbox[86]"><img class="alignright size-full wp-image-98" title="Screenshot_2" src="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Screenshot_2.jpg" alt="" width="128" height="174" /></a>• Identificar a ameaça: seu tipo, quantos agressores e o nível de perigo;</p>
<p>• Decidir e escolher qual será a forma de reação;</p>
<p>• Verificar quais alvos estão acessíveis;</p>
<p>• Atacar até os atingir;</p>
<p>• Continuar o ataque até o adversário ficar incapacitado e/ou até a fuga do praticante ser possível.</p>
<p>Ao aprender e vivenciar estes conceitos, o praticante está preparado para as exigências de uma situação de confronto real.</p>
<p><a href="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Screenshot_1.jpg" rel="lightbox[86]"><img class="aligncenter size-full wp-image-100" title="Screenshot_1" src="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Screenshot_1.jpg" alt="" width="494" height="409" /></a></p>
<p><strong>Algumas Dicas Importantes:</strong></p>
<p>• Nunca encare o agressor diretamente, mas tente memorizar sua voz, estatura, trejeitos, sotaque e se possível, cicatrizes, tatuagens ou marcas de nascença. Isso pode ajudar numa possível identificação;</p>
<p>• Tenha cuidado com esbarrões recebidos no interior de agências bancárias. É uma maneira de marcar quem retirou dinheiro e o assaltante (geralmente de moto) fica à espera do lado de fora;</p>
<p>• Nunca pare para discutir pequenas batidas, principalmente à noite. É comum os ladrões provocá-las para realizar o assalto. Se possível, anote a placa e depois vá à delegacia fazer a denúncia;</p>
<p>• Nunca permaneça dentro do carro estacionado. Se for esperar alguém, tranque o automóvel e aguarde em local seguro;</p>
<p>• No trânsito, se o semáforo estiver vermelho, reduza a velocidade. Pode ser que o sinal fique verde antes de ser necessário parar o carro;</p>
<p>• Nunca deixe a bolsa à mostra sobre o banco do carro;</p>
<p>• Se achar que está sendo seguido no trânsito, mude o trajeto. Caso a perseguição continue, evite lugares ermos e procure ajuda da polícia;</p>
<p>• Ao andar na rua, tenha cuidado para não mostrar objetos de valor como jóias, relógio, celular e, muito menos, dinheiro. Separe a quantia necessária para pequenos gastos, evite andar com cartões de banco e credito se não houver necessidade;</p>
<p>• Caso tenha sido abordado, não faça movimentos bruscos, fique calmo e mantenha as mãos onde o assaltante possa vê-las.</p>
<p><strong><span style="color: #0000ff;">Venha fazer uma aula experimental e conhecer o Sistema Kenpo de Defesa Pessoal no endereço abaixo:</span></strong></p>
<p><span style="font-size: 13.2px;">Academia Roma Fitness &#8211; A Arte Do Movimento<a href="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Cópia-de-Brazão-Novo.jpg" rel="lightbox[86]"><img class="alignright size-medium wp-image-138" title="Cópia de Brazão Novo" src="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Cópia-de-Brazão-Novo-261x300.jpg" alt="" width="102" height="118" /></a><br />
</span></p>
<p>Campo Grande &#8211; Mato Grosso do Sul.</p>
<p>Av: Presidente Vargas n°1280 &#8211; Lar do Trabalhador.</p>
<p>Fones: (067)3043-0748 &#8211; (067)8112-9024</p>
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		<title>A História do Kenpo</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Jul 2010 15:57:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sensei Helio Greca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Principal]]></category>
		<category><![CDATA[American Kenpo]]></category>
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		<description><![CDATA[Para traçarmos uma origem para qualquer arte marcial, obrigatoriamente temos que nos reportar a antiga China. Fragmentos de informação indicam que formas de luta teriam sido praticadas na Índia e...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para traçarmos uma origem para qualquer arte marcial, obrigatoriamente temos que nos reportar a antiga China. Fragmentos de informação indicam que formas de luta teriam sido praticadas na Índia e na China há cinco mil anos atrás. Escritos encontrados em um casco de tartaruga narram a morte de um praticante chinês durante treinamento no ano 21 antes de Cristo.</p>
<p>Historicamente, uma tradição perpetrada através dos séculos conta que um brilhante médico chinês chamado Hua-To (190-265 D.C.) criou uma sucessão de movimentos para aliviar tensões e harmonizar o corpo. Estes exercícios foram desenvolvidos através da observação de animais &#8211; imitando os movimentos do tigre, do urso, do macaco e de pássaros. Estes movimentos, além de propiciarem ao praticante boa forma física e saúde, teriam sido os alicerces para o desenvolvimento e sistematização das artes marciais.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/bodhidharma-1.jpg" rel="lightbox[47]"><img class="size-full wp-image-368 aligncenter" title="bodhidharma" src="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/bodhidharma-1.jpg" alt="bodhidharma" width="295" height="409" /></a></p>
<p>No ano 520 d.C. o monge Bhodidarma (Ta Mo para os chineses, Dharuma no Japão), 28º patriarca budista e introdutor da doutrina Zen, viajou em peregrinação da Índia a China, indo para o norte, para o Reino de Wei, com o intuito de divulgar os princípios do Budismo Zen o, correndo assim o lendário encontro com o imperador Wu, da dinastia Liang.</p>
<p>Este encontro está registrado, devido as intensas discussões e conversações ocorridas entre os dois sobre o Budismo. Para Bhodidarma o encontro não teve validade. As palavras de Bhodidarma ao imperador nada significavam e assim, ressentido por suas tentativas, Bhodidarma deixou o palácio do Imperador e viajou para a província de Honan, onde ingressou no templo Shaolin (Shorinji em japonês).</p>
<p>Conta-se que, ao chegar, teria ficado insatisfeito com a pouca resistência física dos monges durante a prática de exercícios de desenvolvimento espiritual. Os monges estavam em péssimo estado, física e mentalmente, devido ao excesso de tempo que gastavam exclusivamente com meditação. Com o intuito de melhorar a forma física dos monges, desenvolveu uma série de exercícios conhecida como Shih Pa Lo Han Sho ou As 18 mãos de Lo Han.</p>
<p><a href="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Shaolin-painting.jpg" rel="lightbox[47]"><img class="aligncenter size-full wp-image-369" title="Shaolin" src="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Shaolin-painting.jpg" alt="Shaolin" width="462" height="309" /></a></p>
<p>Esses exercícios, que são a base para quase todas as artes marciais existentes não foram originalmente destinados como método de luta. Elas eram uma maneira com a qual os monges poderiam preservar sua saúde física enquanto praticavam exercícios de meditação.</p>
<p>Durante o período Sui, aproximadamente 40 anos após a morte do Bhodidarma, relatam-se constantes ataques de saqueadores ao templo Shaolin. Durante estes ataques os esforços dos monges eram fúteis. As tentativas em repelir os atacantes acarretavam em pesadas baixas. Suas habilidades não estavam em harmonia com técnicas de luta.</p>
<p>Durante a dinastia Yuan, um monge de nome Chuen Yuan ampliou os exercícios desenvolvidos por Bhodidarma de 18 para 72 integrando as técnicas do Ch&#8217;uan Fa e as do Lo Han. Posteriormente essas técnicas viriam chegariam a 170.</p>
<p>Neste período &#8211; por volta do século XVIII, quando a última dinastia &#8220;nacional&#8221; chinesa, os Ming, foram depostos por invasores da Manchuria, os Qing &#8211; o templo Shaolin se transformou em refúgio para dissidentes políticos &#8211; militares, nobres e religiosos.</p>
<p><a href="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/SHAOLIN_TEMPLE_PICTURE_small.jpg" rel="lightbox[47]"><img class="aligncenter size-full wp-image-370" title="Templo de Shaolim " src="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/SHAOLIN_TEMPLE_PICTURE_small.jpg" alt="Templo de Shaolim " width="600" height="325" /></a></p>
<p>Por volta de 1.750, temendo uma reação vinda do templo, os manchus decidiram atacar o templo e enviaram um exército de alguns milhares de homens contra os cerca de 200 opositores de Shaolin. Os poucos sobreviventes &#8211; alguns relatos afirmam que restaram apenas 8 &#8211; buscaram refúgio em vilarejos vizinhos, onde começaram a ensinar sua arte secretamente, difundindo assim o Kung Fu Shaolin através da China.</p>
<p>Durante os próximos séculos a história do Kung Fú e sua evolução para o Kenpo está prejudicada e é difícil determinar uma descrição acurada. Mas tendo a arte do Kung Fu permanecido, e seus ensinamentos chegaram até as ilhas de Okinawa, o reino de Ryukyu e também o Japão. Nestes lugares era citada como Kenpo (lei do punho).</p>
<p>Entre os períodos Sui e Ming (um hiato de 800 anos), acredita-se, muitos monges viajaram através do Japão e Okinawa trazendo com eles o conhecimento da arte do Kempo; o que explica sua larga difusão. A arte do Ch&#8217;uan Templo em okinawaFa, que originou Kempo, e teria sido ensinada como um suplemento ao treinamento espiritual diário dos monges, resistiu.</p>
<p>Muitos dos monges freqüentemente escolhiam discípulos ou lecionavam em vários templos budistas, propagando os ensinamentos de Buda e o poder do Ch&#8217;uan Fa. Desta fonte a arte do Kempo poderia facilmente ter se espalhado tanto entre os plebeus como entre e os nobres. Outra razão para a fundação do Kempo pode ser vista nas inúmeras viagens que os japoneses e os habitantes da ilha de Okinawa faziam à China para aprender a famosa arte do Ch&#8217;uan Fa.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Japanese-Ship.jpg" rel="lightbox[47]"><img class="aligncenter size-full wp-image-371" title="Japanese Ship" src="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Japanese-Ship.jpg" alt="Japanese Ship" width="524" height="469" /></a></p>
<p>Algumas pessoas chegavam a desaparecer por muitos anos, sendo mesmo, reputadas mortas por suas famílias, reaparecendo como um mestres do Kempo e outras artes marciais. Um destes homens foi Sakugawa. Sakugawa viveu em uma vila em Shuri na ilha de Okinawa e viajou para a China, durante o século XVIII, para aprender os segredos dos mestres do Ch&#8217;uan Fa. Por muitos anos Sakugawa não foi visto, e muitos acreditavam que tinha morrido em suas jornadas, mas após muito tempo ele retornou, para grande espanto de seus parentes.</p>
<p>Sakugawa aprendeu os segredos do Ch&#8217;uan Fa e se tornou um mestre de reputação. Após muitos anos de refinamento a arte que Sakugawa havia aprendido, vagarosamente, teve seu nome alterado para Shuri-te e é considerada a predecessora de muitas formas do moderno Karate. Outro membro do Shuri, chamado Shionja, também viajou para a China como Sakugawa fizera anteriormente, mas quando voltou em 1784 trouxe consigo um companheiro chinês chamado Kushanku.</p>
<p>Os dois trouxeram a arte do Ch&#8217;uan Fa, que haviam estudado junto na China, e começaram a demonstrá-la ao redor de Okinawa. Acredita-se que Kushanku e Shionja foram a maior influência no estilo de Kenpo de Okinawa, mais influentes que quaisquer outros mestres.</p>
<p>Infelizmente, a evolução do Ch&#8217;uan Fa para o Kenpo no Japão é também abrupta e misteriosa, apesar de um repentino interesse pelo Kempo ter surgido durante o reinado de Hideyoshi Toyotomi e seus planos de conquistar a China.</p>
<p><a href="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/karate_training_shinpan_gusukuma_sensei_shuri_castle_1938_okinawa_japan_karate.jpg" rel="lightbox[47]"><img class="aligncenter size-full wp-image-372" title="karate - Castelo Shuri" src="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/karate_training_shinpan_gusukuma_sensei_shuri_castle_1938_okinawa_japan_karate.jpg" alt="karate - Castelo Shuri" width="350" height="256" /></a></p>
<p>Diz-se que muitos Samurais, por ocasião de sua volta da China, não se sabe se durante ou depois da guerra, trouxeram consigo vasto conhecimento do Ch&#8217;uan Fa e através dos anos modificaram-no para incluir suas próprias artes do Jujutsu e do Aikijutsu. É neste estágio, onde a maior evolução do Kempo acontece. No começo do século XVII duas famílias, Kumamoto e Nagasaki, trazem o Kempo da China para Kyushu no Japão.</p>
<p>Esta arte foi modificada através dos anos até chegar a uma de suas formas atuais, o Kosho Ryu Kempo, ou escola do Velho Pinheiro. É a partir daqui que a maioria das formas modernas de Kempo se derivam.</p>
<p>Uma das teorias afirma que por volta de 1.235, no templo de Shaka-In, no monte Kinkai, Kukamoto, Japão, surgiu o Kempo como o conhecemos. Esta arte era uma combinação do Kung-fu Shaolin (Ch&#8217;uan Fa), trazido por um monge que fugia da China e encontrou refúgio com a família (clã) Yoshida, e a arte marcial da família, assemelhada ao Aiki-Jujutsu. Eles denominaram este sistema de Kosho-Ryu (Escola do Velho Pinheiro).</p>
<p><strong>James Masayoshi Mitose</strong></p>
<p>Em 1921, aos cinco anos, James Masayoshi Mitose foi enviado de sua terra natal, o Havaí, para Kyushu, para treinar a arte de auto-defesa de seus ancestrais chamada Kosho Ryu Kempo com seu tio, chamado Choki Motubu. Por quinze anos ele estudou esta arte, que era uma descendente direta do Ch&#8217;uan Fa original. Após completar seu treinamento no Japão, Mitose voltou para o Havaí em 1.936, e abriu o clube &#8220;Oficial da Auto-defesa&#8221; em Honolulu.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Self-Defense-Club-1950.jpg" rel="lightbox[47]"><img class="aligncenter size-full wp-image-320" title="Self Defense Club 1950" src="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Self-Defense-Club-1950.jpg" alt="Self Defense Club 1950" width="490" height="391" /></a></p>
<p>Foi neste local que ele graduou cinco de seus estudantes à faixa preta (status de instrutor); Thomas Young, William Chow, Edmund Howe, Arthur Keawe, Jiro Naramura e Paul Yamaguchi. (Digno de nota é o fato de que apesar de o Sr. Mitose ter concedido outros certificados, somente estes seis o foram enquanto ele era o líder do Clube Oficial da Auto-defesa de Honolulu).</p>
<p>Nota-se que o certificado de faixa preta de William Chow foi, em verdade, assinado por Thomas Young, e não por James Mitose. Apesar da ausência da assinatura do Sr. Mitose no certificado ele ainda era o instrutor principal da escola na época. É improvável que o Sr. Young teria assinado o certificado sem a aprovação de Mitose.</p>
<p>Quando James Mitose parou de ensinar para se dedicar aos seus estudos religiosos ele deixou seu dojo no Havaí nas mãos de Thomas Young. Em 1.934, antes da volta de Mitose para os Estados Unidos, o termo Kempo-Karate foi visto pela primeira vez na imprensa americana.</p>
<p>Especula-se a razão do emprego do termo pela primeira vez. Alguns suspeitam que foi apenas uma estratégia publicitária, enquanto outros acreditam que o termo karate era simplesmente mais conhecido e de fácil identificação.</p>
<p><strong>William Kwai Sun Chow</strong></p>
<p>William Chow é considerado por muitos como o responsável pela maior divulgação do Kempo para o público em geral. William K. S. Chow estudou Kempo com Mitose por vários anos e, anteriormente, tinha estudado a arte do Kung Fu de sua família.</p>
<p><a href="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/kara-ho1.jpg" rel="lightbox[47]"><img class="aligncenter size-full wp-image-325" title="kara-ho Kenpo - William Chow" src="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/kara-ho1.jpg" alt="kara-ho Kenpo - William Chow" width="301" height="353" /></a></p>
<p>Chow uniu, como muitos mestres de Kempo antes e depois dele, as artes do Kosho Ryu e o Kung Fu de sua família para criar uma nova arte marcial que viria a ser referida como Kara-Ho Kenpo Karate Chinês. Em 1.949, Chow atraiu alguns estudantes para seus próprios ensinamentos e abriu seu próprio Dojo.</p>
<p>Para distinguir-se do Kenpo de Mitose, Chow referia-se a sua arte com Kenpo Karate (a romanização oficial da letra). Membros atuais da Organização do Kara-Ho Kenpo Karate Chinês têm afirmado que o Grão Mestre Chow sempre escreveu Kempo com um &#8220;m&#8221;&#8230; possivelmente para não ofender a comunidade japonesa e o Kosho de Mitose. Durante as próximas décadas Chow fez muitas inovações no sistema, incluindo o uso de técnicas circulares do Kung Fu e também várias novas formas de Kata.</p>
<p style="text-align: center;"><object style="width: 480px; height: 385px;" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="flashvars" value="config=http%3A%2F%2Fvidbunker.com%2FplayerConfig.php%3Fvideoid%3D51854%26autoplay%3Dfalse" /><param name="src" value="http://vidbunker.com/flash/player.swf" /><embed style="width: 480px; height: 385px;" type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://vidbunker.com/flash/player.swf" flashvars="config=http%3A%2F%2Fvidbunker.com%2FplayerConfig.php%3Fvideoid%3D51854%26autoplay%3Dfalse" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p><strong>Edmund Parker</strong></p>
<p>Um dos estudantes mais conhecidos de Chow foi um nativo do Havaí chamado Edmund Parker. Ed Parker foi uma das figuras significativas para a história do Kenpo moderno. Em 1.954 Edmund Parker recebeu sua faixa preta de Kenpo Chinês (a forma como William Chow chamava sua arte à época).</p>
<p>Em 1.964, quando organizou seu primeiro campeonato, ele tornou-se conhecido do público americano em geral. O Dojo do Sr. Parker estava localizado na área de Hollywood, o que lhe permitiu ensinar sua arte a pessoas como Elvis Presley e Steve McQueen. Ed Parker aprimorou , definiu e refinou as técnicas do Kara-Ho Kempo, até transform á-lo no seu próprio estilo, o American Kenpo Karate.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/ed-parker.jpg" rel="lightbox[47]"><img class="size-full wp-image-236 aligncenter" title="ed parker" src="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/ed-parker.jpg" alt="Ed Parker American Kenpo" width="300" height="372" /></a></p>
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		<title>Até os Mestres tem Mestres</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 15:58:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sensei Helio Greca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Kenpo]]></category>

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		<description><![CDATA[- Principiante das artes marciais usa uma faixa branca que segundo a tradição significa inocência. Com o passar do tempo, a faixa encarde pelo manuseio e uso: por isso o...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste"><a href="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Instrutor.jpg" rel="lightbox[52]"><img class="aligncenter size-large wp-image-313" title="Até os Mestres tem Mestres" src="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Instrutor-1024x929.jpg" alt="Até os Mestres tem Mestres" width="430" height="390" /></a></div>
<div><span style="color: #ffffff;">-</span></div>
<div>Principiante das artes marciais usa uma faixa branca que segundo a tradição significa inocência. Com o passar do tempo, a faixa encarde pelo manuseio e uso: por isso o segundo estágio desse aprendizado é representado por uma faixa marrom. Quanto mais tempo se passa, mais escura a faixa se torna, até atingir o preto &#8211; o estágio da faixa preta. Com mais uso ainda, a faixa preta gasta-se, ficando quase branca, significando que aquele que a usa está voltando para a fase de inocência &#8211; uma característica Zen da perfeição humana.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">-</span></div>
<div id="_mcePaste">Muitos sistemas de artes marciais tem faixas cujas cores variam do branco para o marrom, bem como gradações de marrom e preto, como a lembrar constantemente o aluno que há mais para aprender além de toda a proficiência que ele já possa ter. Essa concientização vale inclusive para os mestres, cada um deles teve um mestre antes dele.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">-</span></div>
<div id="_mcePaste">Ed Parker por exemplo se considerava um novato se comparado a Willian Chow, seu mestre no Havai. Mestre Bong Sonn Han fala com reverência do seu mestre na Coréia, Yong Sul Choi. Bruce Lee falava sempre com admiraçõa do seu mestre em Hong King, Yip Man. Stan Schmidt, da Africa do Sul, atravessa meio mundo até Los Angeles, uma vez por ano, a fim de estudar com seu mestre Nishyama, enquanto que Camilla Fluxman, de Los Angeles retorna ao lar na Africa do Sul sempre que deseja estudar com seu mestre, Stan Schmid. Este círculo infinito de estudantes e mestres dá tanto ao professor como ao aluno a sensação de fazer parte de um contínuo aprendizado.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">-</span></div>
<div id="_mcePaste">Minha experiência no aprendizado das artes marciais tem sido sempre uma escada com incontáveis degraus. A cada degrau galgado, o objetivo &#8211; unificação espiritual e física da mente e corpo &#8211; parece mais próximo. Mas existem sempre degraus em que o aprendizado parece parar e a escada serpenteia infinitamente para o alto. Nessas ocasioões, senti-me não raro frustrado e desanimado. Comentei essa experiência com companheiros da arte marcial, e todos admitiram chegar de tempos em tempos a esse estágio. A experiência é comum a todos nós.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">-</span></div>
<div id="_mcePaste">George Waite, meu bom amigo e orientador, lembra-se de quando ainda era faixa marrom no Karate, e de como ficava desanimado ao ver alguem melhor que ele.Quando isso acontecia, disse ele, eu costumavva ir ao Dojo e olhar os faixas brancas. Eu via que comparado a eles, eu era bom. Mas depois eu me voltava para os faixas pretas e sentia-me de novo motivado, vendo quão melhor eu poderia me tornar. Quando finalmente me tornei faixa preta, percebi que de fato não sabia nada comparado ao meu Sensei, e continuei desanimado até ouvir ele contar a história do seu mestre.</div>
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<div id="_mcePaste">Apesar de muitos anos de estudo nas artes marciais reconheço que sei pouco realmente, comparado aos verdadeiros mestres. Somente me expondo constantemente diante de alguém melhor que eu é que conseguirei progredir. Esse é o motivo de inspiração: saber que até os mestres tem mestres e que somos todos aprendizes.</div>
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		<title>As 10 leis do Kenpo</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Jul 2010 15:58:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sensei Helio Greca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Kenpo]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste"><a href="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/l.jpg" rel="lightbox[49]"><img class="aligncenter size-full wp-image-364" title="As 10 Leis do Kenpo" src="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/l.jpg" alt="As 10 Leis do Kenpo" width="542" height="514" /></a></div>
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<div>A melhor forma de colocar em prática as 10 Leis do Kenpo é pensar nelas como chaves que podem abrir níveis mais altos de conhecimento. É importante lembrar que nada esta escrito em pedra, dado que sempre existem exceções em cada regra.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">-</span></div>
<div id="_mcePaste">1 &#8211; Círculo e Linha</div>
<div id="_mcePaste">A primeira lei do Kenpo ensina que quando seu oponente ataca avançando em linha reta, você deve usar seus pés e mover o corpo ao longo de uma trajetória circular, movendo seus braços circularmente para repelir a força do atacante. Quando seu oponente o ataca de forma circular, você deve responder rapidamente com um ataque linear dentro da área do circulo definido pelo ataque do oponente.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">-</span></div>
<div id="_mcePaste">2 &#8211; Primeiro Golpe</div>
<div id="_mcePaste">Este princípio tem diversos significados. O Primeiro deles mostra que o Kenpo é principalmente uma arte de golpes traumáticos. &#8220;80% mãos e 20% pés&#8221; é a forma clássica, mas você pode alterar as técnicas de acordo com as circunstâncias do seu próprio corpo ou forma física.</div>
<div id="_mcePaste">O segundo significado é que se o confronto for inevitável você não deve esperar que o agressor ataque primeiro. Você deve atacá-lo com os pés, punhos, cotovelos, joelhos, etc.. Você tem de bater duramente no atacante e bater continuamente até que ele seja derrotado.</div>
<div id="_mcePaste">O programa do Kenpo inclui também técnicas de agarramento (grappling) e de projeções (throwing), mas estudos mostraram que elas são usadas em menos de 25% dos casos registrados de agressão. Além disso algumas vezes são ineficazes contra múltiplos atacantes. O Grappling tem 4 vezes mais força e energia do que os golpes traumáticos, mas no Kenpo ele é considerado um último recurso quando o seu oponente passar suas primeiras e segundas linhas de defesa (a das mãos e dos pés, respectivamente).</div>
<div><span style="color: #ffffff;">-</span></div>
<div id="_mcePaste">3 &#8211; Golpes Múltiplos</div>
<div id="_mcePaste">O Kenpo é diferente de muitos estilos de artes marciais pois ele ensina a golpear primeiro e a golpear fluidamente numa rápida sucessão &#8211; alto, baixo, direto, e circular. Quando se desencadeia uma sucessão de golpes rápidos, torna-se difícil utilizar o &#8220;Kiai” (grito) simultaneamente com cada golpe. Portanto você deve abster-se de gritar a cada golpe. Na realidade, fazer isso significa consumir energia em excesso. Gritar é bom para intimidar o oponente e colocá-lo em desvantagem emocional.</div>
<div id="_mcePaste">O seu primeiro e segundo golpe devem ser aplicados para atordoar, distrair, e retardar seu oponente. Seu terceiro e se necessário, quarto golpes são os golpes de nocaute. Recorde a máxima do Kenpo: &#8220;Primeiro ajuste seu oponente, depois coloque-o fora de combate&#8221;.</div>
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<div id="_mcePaste">4 &#8211; Objetivos</div>
<div id="_mcePaste">Nunca ninguém quebrou os nós dos dedos por golpear as têmporas do atacante, nunca ninguém fraturou os pés por chutar a virilha de alguém e ninguém feriu na faca da mão por golpear a garganta do atacante. No Japão, o Makiwara é usado para trabalhar as mãos, na Tailândia, os lutadores de Muay-Tai endurecem a pele chutando bananeiras. O Kenpo é diferente! O Kenpo ensina a técnica da menor resistência e da menor dor. Mais precisamente tendo como alvos as têmporas, os olhos, nariz, pescoço, costelas flutuantes, plexo solar, virilha e genitais. São parte duras do nosso corpo golpeando partes macias do corpo do oponente para produzir maior dano com menor esforço.</div>
<div id="_mcePaste"><span style="color: #ffffff;">-</span></div>
<div>5 &#8211; Chutes</div>
<div>O Kenpo ensina que os chutes baixos são baseados na lógica. Um chute semi-circular (roundhouse) ou um giratório (spinning reverse crescent) na altura da cabeça podem ser rápidos e imprevisíveis, mas estes movimentos levam muito tempo para serem executados porque as pernas têm um longo caminho a percorrer. Além disso eles expõem a sua virilha aos contra-golpes do atacante. Chutes altos requerem equilíbrio e concentração superiores. Você deve chutar alto no treino e baixo para defesa pessoal.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">-</span></div>
<div id="_mcePaste">6 &#8211; Não Bloqueio</div>
<div id="_mcePaste">O Kenpo enfatiza a economia de movimentos e a economia de tempo. O princípio do não bloqueio ensina que para evitar ser golpeado por um soco ou por um chute, você deve movimentar o seu corpo para fora do caminho do ataque. A defesa mais avançada ensinada nas artes marciais, foi expressa em um ditado Zen:” Evitar em vez de desviar, desviar em vez de bloquear, bloquear em vez de golpear, golpear em vez de magoar, magoar em vez de mutilar, mutilar em vez de matar, porque para todos a vida é preciosa”.</div>
<div id="_mcePaste">Estrategicamente, um bloqueio é um movimento desperdiçado porque não evita que o oponente volte a atacar com os membros livres. É melhor manter-se afastado do seu alcance e simultaneamente contra-atacá-lo. No entanto esta forma de combater está reservada aos faixas marrom e superiores, porque requer um elevado nível de habilidade para ser usada corretamente e uma quantidade significativa de experiência em combate para evitar a tendência de permitir a &#8220;colagem&#8221; dos pés ao chão durante os momentos mais tensos do confronto.</div>
<div id="_mcePaste">O princípio do não bloqueio não significa não bloquear todo e qualquer movimento na luta. Se você estiver num canto sem nenhuma saída e alguém o atacar, você terá que bloquear o seu ataque. É por isso que o Kenpo ensina diversos sistemas de bloqueio diferentes, que contudo, conduzem à mesma máxima:” o melhor bloqueio é o não bloqueio”.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">-</span></div>
<div id="_mcePaste">7 &#8211; Ceder e Redirecionar</div>
<div id="_mcePaste">Ceder e redirecionar, estão bem representados pelo símbolo do Yin &amp; Yang (macio e duro). Quando o seu oponente ataca duramente, você deve contra-atacar suavemente. Se o oponente for mais fraco que você ou os seus ataques suaves, você deve atacar duramente para terminar rápida e diretamente o confronto. Na maior parte dos sistemas de artes marciais, os bloqueios são extremamente duros e podem magoar não só o atacante, mas também o defensor. Apesar do Kenpo ensinar que um bloqueio é também um golpe o Kenpo ensina também a bloquear suavemente e a golpear duramente.</div>
<div id="_mcePaste">Redirecionar é também de importância suprema. Muitas artes marciais ensinam os seus praticantes a bloquear para baixo para parar chutes frontais, resultando em um forte golpe no peito do pé do atacante para parar seu chute. Tal impacto pode quebrar a mão ou o braço de quem estiver executando o bloqueio. O Kenpo ensina que é preferível redirecionar a perna atacante para fora do seu centro de equilíbrio antes de contra-atacar. Tal movimento de redirecionamento será usado para romper o equilíbrio do oponente e deixá-lo vulnerável.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">-</span></div>
<div id="_mcePaste">8 &#8211; Mobilidade</div>
<div id="_mcePaste">A mobilidade será o princípio mais fácil de se compreender. Isto significa que um alvo em movimento é mais difícil de ser atingido do que um parado. Tão básico como isto soa, muitos artista marciais falham ao implementá-lo. O Kenpo ensina que há três tipos de lutadores: o estátua, que tem pouca mobilidade e não recua; o corredor, que tem de ser perseguido; e o que somente aguarda para contra-golpear. Se você se enquadra em uma destas descrições, é melhor ter cuidado pois sua movimentação é previsível e pode ser utilizada contra você. O lutador de Kenpo deve misturar os três tipos, não interessa de que forma, e manter-se sempre em movimento. Se a sua posição for correta e o seu movimento for bom, você pode ser capaz de se colocar numa posição relativamente superior ao seu oponente.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">-</span></div>
<div id="_mcePaste">9 &#8211; Flexibilidade</div>
<div id="_mcePaste">A lei da flexibilidade é a lei da sobrevivência. O Kenpo é uma das únicas artes que se adaptam ao seu corpo, personalidade e espírito. Se você tiver 1,5 mts de altura, não faz sentido focar-se nos pontapés quando a sua força talvez seja mobilidade e rapidez. Se for uma mulher de 45Kg, faz pouco sentido utilizar agarramento em um assaltante de 100Kg. Os velhos mestres de Kenpo mostraram a sua sabedoria quando proclamaram que numa luta pela vida, você deve usar o que sabe melhor e esquecer o que não se aplicar ao momento.</div>
<div id="_mcePaste">Cada praticante tem diferentes atributos e pode fazê-los eficazes. Uma pessoa alta com pernas longas tem vantagem com os chutes, uma pessoa baixa tem vantagem com os punhos, uma pessoa pesada tem vantagem no agarramento. A lei da flexibilidade permite que todos desenvolvam o seu próprio repertório de técnicas no Kenpo.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">-</span></div>
<div id="_mcePaste">10 &#8211; Espírito Guerreiro</div>
<div id="_mcePaste">O princípio final do Kenpo é composto por dois componentes essenciais: O Interno e o Externo. Um cão raivoso pode ser uma grande ameaça, mas só possui o componente exterior do espírito do guerreiro. No interior o animal não pensa. Para ser um guerreiro completo, você deve ser feroz por fora mas calmo e tranqüilo no seu interior.</div>
<div id="_mcePaste">Os guerreiros Samurais costumavam dizer que qualquer dia é um bom dia para morrer. Isto não quer dizer que eles desejassem a morte. Pelo contrário, seu objetivo era preservar a vida. Porem, eles descobriram que somente abraçando e aceitando a morte poderiam focar tudo no âmbito físico para derrotar o inimigo.</div>
<div id="_mcePaste">Os seus Kiais (gritos), expressões faciais, posições, as posições de guarda devem ser trabalhadas todas em uníssono. Seguindo o princípio do Yin e Yang, você deve ser duro pelo lado exterior e suave pelo lado interno. Quando usado desta forma, o espírito guerreiro pode ser mais importante que a habilidade física.</div>
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		<title>Aumente sua Linha</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 10:59:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Sensei Helio Greca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Kenpo]]></category>

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			<content:encoded><![CDATA[<div id="_mcePaste"><a href="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Aumente-sua-Linha.jpg" rel="lightbox[54]"><img class="aligncenter size-full wp-image-300" title="Aumente sua Linha" src="http://kenpo.com.br/wp-content/uploads/2010/07/Aumente-sua-Linha.jpg" alt="Aumente sua Linha" width="331" height="547" /></a></div>
<div><span style="color: #ffffff;">-</span></div>
<div>Encontrei pela primeira vez o mestre de Kenpo Karate Ed Parker em 1952, numa academia em Beverly Hills, onde ele alugava um espaço. Havaiano de belo porte, 1.80 de alura, com um tufo espesso de cabelos negros, Parker lembrava-me uma arvore imensa, com braços fortes como galhos e pés nus enraizados no tatame (apesar do seu tamanho se movimentava como um furacão). Usava um Kimono gasto, convenientemente largo. Como sua faixa preta, o Kimono estava esbranquiçado em alguns pontos, devido as lutas e as muitas vezes que fora lavado.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">-</span></div>
<div id="_mcePaste">Seu rosto era sereno e pacífico como se estivesse terminando uma meditação. Lembro-me bem de minhas seções iniciais em seu Dojo de los Angeles, onde eu praticava Kumite com um adversário mais habilitado. Para compensar minha falta de conhecimento e experiência, eu tentava movimentos enganosos, astuciosos, que eram prontamente rebatidos. Fui dominado e Parker me viu ser duramente batido. Quando a luta terminou eu estava arrasado. Parker chamou-me en seu escritório, numa sala pequena, escassamente mobiliada, com apenas uma escrivaninha riscada e cadeiras desconjuntadas.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">-</span></div>
<div id="_mcePaste">-Por que você está tão desanimado?</div>
<div id="_mcePaste">-Por que não consegui marcar nenhum ponto.</div>
<div id="_mcePaste">Parker ergueu-se por detrás da escrivaninha e, tomando um pedaço de giz, traçou no chão uma linha de cerca de 1.5 m de comprimento e perguntou-me:</div>
<div id="_mcePaste">-Como você pode diminuir essa linha?</div>
<div id="_mcePaste">Observei a linha e dei-lhe várias respostas, incluindo a de cortar a linha em vários pedaços. Ele sacudiu a cabeça e traçou uma segunda linha, mais cumprida que a primeira.</div>
<div id="_mcePaste">-Como lhe parece agora a primeira linha?</div>
<div id="_mcePaste">-Mais curta &#8211; respondi.</div>
<div id="_mcePaste">Parker assentiu:</div>
<div id="_mcePaste">-É melhor aperfeiçoar e reforças sua própria linha ou conhecimento do que tentar cortar a linha do adversário.</div>
<div id="_mcePaste">Acompanhou-me até a porta e acrescentou:</div>
<div id="_mcePaste">-Pense no que eu acabei de lhe dizer.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">-</span></div>
<div id="_mcePaste">Pensei e esforcei-me com empenho nos meses seguintes, desenvolmendo meu conhecimento e habilidade. Da próxima vez que fui ao tatame enfrentar o mesmo oponente, este também se aperfeiçoara mais. Eu porémo, me saí bem melhor do que antes, porque aumentara o nível de meu conhecimento assim como desenvolvera minhas habilidades.</div>
<div id="_mcePaste">Quase trinta anos se passaram desde essa época; entrementes, Parker ensinou sua arte a milhares de alunos. Mesmo muito distantes do tempo de treinamento, todos pensam nele como um bom amigo &#8211; como um sábio e gentil mestre que incorpora o espírito e a filosofia das artes marciais.</div>
<div><span style="color: #ffffff;">-</span></div>
<div id="_mcePaste">Joe Hyams</div>
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